Galera, mudei para o meu domínio tibor.com.br
Obrigado!
20 de mar. de 2009
15 de mar. de 2009
SINDECS - Sindicato dos DJ's
Há muitos meses atrás o DJ, Produtor e MC Alex Rey Hunt (pessoa pela qual tenho grande estima) me procurou, juntamente com o Antônio Carlos, buscando minha opinião sobre o assunto e se haveria algo que eu pudesse adicionar, a título de contribuição, ao projeto de lei que busca a regulamentação da profissão DJ.
Eu, que fui DJ por 15 anos e vivi minha vida toda em função do business que gira em torno da música, logo percebi uma maneira de finalmente trazer para o DJ e Produtor de e-music no Brasil benefícios que nossos colegas estrangeiros já possuem há muito tempo.
Sentei-me com eles e a advogada constituída para a elaboração do que seria o Estatuto do DJ e, numa única reunião foi escrita a primeira versão do estatuto (ou lei que regulamenta a profissão). Quero deixar claro que minha participação foi insistir numa lauda de direito autoral sobre a qual pretendo explanar, em momento posterior.
Meses se passaram e agora percebo que algo está para acontecer.
São blogs, depoimentos, críticas e até debate em televisão com participação de senador ao vivo em rede nacional!
Acho que chegamos a um ponto de discussão em torno deste assunto que me faz acreditar ser este o momento da verdade – ou pelo menos da percepção, ainda que tardia, de uma necessidade maior.
Estou falando de responsabilidade.
Não da responsabilidade associada à maturidade pessoal.
Estou falando de assumir o pacote todo.
Quem já sentiu a sensação de poder nas mãos sabe do que eu estou falando.
Vou tomar minha experiiencia pessoal e a de muitos colegas a amigos de profissão.
Talvez nem todos tenham passado por esta sensação.
Eu torço para que sim, nem que por algumas noites apenas.
Todos nós DJ’s, que atuamos na linha de frente, encarando gente que nunca vimos na vida, com apenas 2 canais de entrada e a responsabilidade de fazer aquela reunião de pessoas se transformar numa festa, iniciando gente no mundo da noite, sabemos o que é ter poder nas mãos, literalmente.
Então, quando falo de responsabilidade, estou falando de algo maior. Estou falando do papel e da influência que este profissional pode vir a ter sobre pessoas normais, que no seu dia a dia disputam um assento no ônibus para encarar não sei quantas horas diárias entre o trabalho, os estudos e sua casa.
É gente do povo, gente que sofre, que engole sapo pra manter o emprego, gente que tem necessidade.
Necessidade de sobreviver, de comer, de cultura, de amigos, de esperança.
Essa gente é que é o povo brasileiro.
Eu não estou falando de quem teve acesso e faz parte dos 2,5% ou dos 12% da população brasileira.
Eu estou falando da massa, que procura, enxerga e absorve dos pequenos grandes ícones da cena brasileira os seus ideais e valores de vida.
E incluam aí, nestes ícones, os artistas, esportistas e pessoas da mídia em geral, onde NÓS DJ’s também estamos inseridos.
Quando eu penso em formação do profissional eu não consigo imaginar como o fato do indivíduo saber operar um mixer, um cd ou até mesmo um dispositivo mais sofisticado, como um software de computador, pode fazer de alguém um DJ.
Pelo que entendo até aí o que temos é um operador de máquina, um peão.
Então é preciso muita cautela (e responsabilidade) por parte de quem critica a necessidade de tal organização e de critérios de avaliação da capacitação do aspirante a profissional.
Espero debater com a diretoria atual do SINDECS nos próximos dias, para sugerir uma nova estratégia de comunicação que consiga transpassar a atenção dada os polêmicos debates que giram ao redor de detalhes menores desta iniciativa, que é a regulamentação da profissão DJ.
Eu, que fui DJ por 15 anos e vivi minha vida toda em função do business que gira em torno da música, logo percebi uma maneira de finalmente trazer para o DJ e Produtor de e-music no Brasil benefícios que nossos colegas estrangeiros já possuem há muito tempo.
Sentei-me com eles e a advogada constituída para a elaboração do que seria o Estatuto do DJ e, numa única reunião foi escrita a primeira versão do estatuto (ou lei que regulamenta a profissão). Quero deixar claro que minha participação foi insistir numa lauda de direito autoral sobre a qual pretendo explanar, em momento posterior.
Meses se passaram e agora percebo que algo está para acontecer.
São blogs, depoimentos, críticas e até debate em televisão com participação de senador ao vivo em rede nacional!
Acho que chegamos a um ponto de discussão em torno deste assunto que me faz acreditar ser este o momento da verdade – ou pelo menos da percepção, ainda que tardia, de uma necessidade maior.
Estou falando de responsabilidade.
Não da responsabilidade associada à maturidade pessoal.
Estou falando de assumir o pacote todo.
Quem já sentiu a sensação de poder nas mãos sabe do que eu estou falando.
Vou tomar minha experiiencia pessoal e a de muitos colegas a amigos de profissão.
Talvez nem todos tenham passado por esta sensação.
Eu torço para que sim, nem que por algumas noites apenas.
Todos nós DJ’s, que atuamos na linha de frente, encarando gente que nunca vimos na vida, com apenas 2 canais de entrada e a responsabilidade de fazer aquela reunião de pessoas se transformar numa festa, iniciando gente no mundo da noite, sabemos o que é ter poder nas mãos, literalmente.
Então, quando falo de responsabilidade, estou falando de algo maior. Estou falando do papel e da influência que este profissional pode vir a ter sobre pessoas normais, que no seu dia a dia disputam um assento no ônibus para encarar não sei quantas horas diárias entre o trabalho, os estudos e sua casa.
É gente do povo, gente que sofre, que engole sapo pra manter o emprego, gente que tem necessidade.
Necessidade de sobreviver, de comer, de cultura, de amigos, de esperança.
Essa gente é que é o povo brasileiro.
Eu não estou falando de quem teve acesso e faz parte dos 2,5% ou dos 12% da população brasileira.
Eu estou falando da massa, que procura, enxerga e absorve dos pequenos grandes ícones da cena brasileira os seus ideais e valores de vida.
E incluam aí, nestes ícones, os artistas, esportistas e pessoas da mídia em geral, onde NÓS DJ’s também estamos inseridos.
Quando eu penso em formação do profissional eu não consigo imaginar como o fato do indivíduo saber operar um mixer, um cd ou até mesmo um dispositivo mais sofisticado, como um software de computador, pode fazer de alguém um DJ.
Pelo que entendo até aí o que temos é um operador de máquina, um peão.
Então é preciso muita cautela (e responsabilidade) por parte de quem critica a necessidade de tal organização e de critérios de avaliação da capacitação do aspirante a profissional.
Espero debater com a diretoria atual do SINDECS nos próximos dias, para sugerir uma nova estratégia de comunicação que consiga transpassar a atenção dada os polêmicos debates que giram ao redor de detalhes menores desta iniciativa, que é a regulamentação da profissão DJ.
Keywords
curso de dj,
diploma de dj,
SINDECS,
sindicato dos dj's
13 de mar. de 2009
Todo DJ Já Sambou
Somente ontem tive disposição pra folhear o livro Todo DJ Já Sambou, da jornalista Cláudia Assef, lançado pela editora Conrad.
Digo disposição pois soube que meu nome não havia sido sequer mencionado na publicação, o que confesso me deixou bastante chateado na época, tendo em vista minhas realizações profissionais e minhas relações com muitas das pessoas ali citadas, além de todo o trabalho que venho realizando desde que abandonei as MK2 há cerca de 10 anos.
Enfim, ontem fui ao RS para encontrar um talento promissor que pretendo trabalhar.
A jovem me mostra o livro e diz que não viu meu nome ali.
Fiquei um pouco constrangido e tentei explicar que deve ter sido difícil para a jornalista reunir toda a informação da história, mesmo porque o Brasil era muito grande e com certeza muitas outras pessoas ficaram de fora.
Mas enfim, o meu currículo e a opinião de quem teve a oportunidade de trabalhar comigo nos bastidores da indústria me bastam como credenciais.
Entretando, pra não passar batido, preciso deixar uns comentários:
A jornalista, que surfou na onda alheia e se atreveu a escrever este livro, não conseguiu extrair de quem viveu os bastidores do nascimento da cultura DJ nenhum pensamento que despertasse um raciocínio construtivo para a categoria.
Seu livro é um apanhado de relatos, chegando a ser aguado como as revistas teen que falam da vida alheia.
Veio para entreter.
E ainda foi ousado o bastante para sentar com pessoas de peso e ignorar as possibilidades de entender o mercado e
mostrar que precisamos entender nosso passado, aprender com os erros cometidos e buscar, criar e desenvolver mecanismos de "nacionalização" da profissão DJ em nosso país. E isto me basta como satisfação.
Desculpe Cláudia, não tive intenção alguma de ofender, apenas de me defender.
Afinal, muitas das pessoas que você elege em seu livro eu vi "sambar" quando eu já estava pra me aposentar.
Digo disposição pois soube que meu nome não havia sido sequer mencionado na publicação, o que confesso me deixou bastante chateado na época, tendo em vista minhas realizações profissionais e minhas relações com muitas das pessoas ali citadas, além de todo o trabalho que venho realizando desde que abandonei as MK2 há cerca de 10 anos.
Enfim, ontem fui ao RS para encontrar um talento promissor que pretendo trabalhar.
A jovem me mostra o livro e diz que não viu meu nome ali.
Fiquei um pouco constrangido e tentei explicar que deve ter sido difícil para a jornalista reunir toda a informação da história, mesmo porque o Brasil era muito grande e com certeza muitas outras pessoas ficaram de fora.
Mas enfim, o meu currículo e a opinião de quem teve a oportunidade de trabalhar comigo nos bastidores da indústria me bastam como credenciais.
Entretando, pra não passar batido, preciso deixar uns comentários:
A jornalista, que surfou na onda alheia e se atreveu a escrever este livro, não conseguiu extrair de quem viveu os bastidores do nascimento da cultura DJ nenhum pensamento que despertasse um raciocínio construtivo para a categoria.
Seu livro é um apanhado de relatos, chegando a ser aguado como as revistas teen que falam da vida alheia.
Veio para entreter.
E ainda foi ousado o bastante para sentar com pessoas de peso e ignorar as possibilidades de entender o mercado e
mostrar que precisamos entender nosso passado, aprender com os erros cometidos e buscar, criar e desenvolver mecanismos de "nacionalização" da profissão DJ em nosso país. E isto me basta como satisfação.
Desculpe Cláudia, não tive intenção alguma de ofender, apenas de me defender.
Afinal, muitas das pessoas que você elege em seu livro eu vi "sambar" quando eu já estava pra me aposentar.
6 de mar. de 2009
Inovar é preciso!
Tenho notado tendências óbvias, do meu ponto de vista, ao longo destes úlitmos anos, que passaram despercebidas por gente que teria (em teoria) a obrigação de enxergá-las.
Assim como o DJ, que enxerga tendências e se atualiza, outras pessoas que atuam na área de entretenimento tem por obrigação e dever acompanhar os hábitos e costumes do seu público alvo, o seu cliente, quem consome o seu produto/serviço e ainda prever o impacto que novas mídias e tecnologias terão sobre estes hábitos.
Muitos empresários, principalmente deste segmento tão atingido como o da música (e também de outros setores da economia), sentaram a bunda em cima do seu business e não se reciclaram, pois acreditam (ainda!) que a fórmula do sucesso financeiro que os carregou até agora não vai mudar. É apenas um "momento".
Desconhecem o significado de expressões como valor agregado, branding e posicionamento de mercado, não fazem idéia do que seja marketing de relacionamento e acreditam piamente que cauda longa é algo que tem a ver com seres invertebrados.
Inovar é a única saída para quem pretende ter ganhos financeiros sobre as criações artísticas.
E existem muitas soluções que ainda não foram postas em prática...
Assim como o DJ, que enxerga tendências e se atualiza, outras pessoas que atuam na área de entretenimento tem por obrigação e dever acompanhar os hábitos e costumes do seu público alvo, o seu cliente, quem consome o seu produto/serviço e ainda prever o impacto que novas mídias e tecnologias terão sobre estes hábitos.
Muitos empresários, principalmente deste segmento tão atingido como o da música (e também de outros setores da economia), sentaram a bunda em cima do seu business e não se reciclaram, pois acreditam (ainda!) que a fórmula do sucesso financeiro que os carregou até agora não vai mudar. É apenas um "momento".
Desconhecem o significado de expressões como valor agregado, branding e posicionamento de mercado, não fazem idéia do que seja marketing de relacionamento e acreditam piamente que cauda longa é algo que tem a ver com seres invertebrados.
Inovar é a única saída para quem pretende ter ganhos financeiros sobre as criações artísticas.
E existem muitas soluções que ainda não foram postas em prática...
18 de fev. de 2009
Mudança no título do Blog
Outro dia acordei com esta sensação: eu sou um dinossauro!
Quantos podem afirmar com todas as letras que:
- Trabalhou em "equipes de baile"?
- Foi chamado de sonoplasta?
- Tocou "bailes" usando só gravador de rolo quando isso era normal?
- Arrancou gritos da pista tocando Whoudini, Kurtis Blow, Madonna, The B-52's e Devo entre tantos outros, quando isso era lançamento?
- Fez remixes cortando e colando pedaços de fita de rolo quando essa era a única maneira?
- Vivia disso?
Então.... EU SOU UM DINOSSAURO!!!
Alguém tem o telefone do Ibama???
Quantos podem afirmar com todas as letras que:
- Trabalhou em "equipes de baile"?
- Foi chamado de sonoplasta?
- Tocou "bailes" usando só gravador de rolo quando isso era normal?
- Arrancou gritos da pista tocando Whoudini, Kurtis Blow, Madonna, The B-52's e Devo entre tantos outros, quando isso era lançamento?
- Fez remixes cortando e colando pedaços de fita de rolo quando essa era a única maneira?
- Vivia disso?
Então.... EU SOU UM DINOSSAURO!!!
Alguém tem o telefone do Ibama???
Dica de Site - Soundcloud
Existem "n" sites na internet para upload/download de conteúdo.
Mas para quem trabalha na indústria do entretenimento alguns recursos são imprescindíveis nos dias de hoje.
Publicar seu material on-line só não basta.
Precisamos contabilizar os downloads realizados, monitorar como as pessoas estão reagindo ao nosso conteúdo e oferecer opções de interação com o usuário para que ele se sinta atraído a assinar o seu conteúdo.
Não, não estou falando em assinatura paga, da maneira como conhecemos (tá bom, como alguns de nós conhecemos....)
Assinatura hoje na Internet significa o usuário "marcar" o seu site, página ou widget (veja widget em http://en.wikipedia.org/wiki/Web_widget) para saber e até divulgar, através de leitores de feeds ou dos widgets, as atualizações do seu canal.
Sim, canal! vou falar disto em outro post.
Enfim, uma solução interessante para distribuição de conteúdo on-line é o site www.soundcloud.com
Para quem precisa fazer promoção de trabalhos on-line o site possui algumas ferramentas interessantes como:
- Controle de acesso: público / com senha
- Controle de downloads
- Recurso que possibilita que pessoas insiram comentários no gráfico da onda do som (insira comentário na parte da música que quiser)
- Recurso widget (deixe os usuários "levarem" parte do seu conteúdo para o site deles)
Boa opção para distribuição e promoção on-line, nas versões gratuita e em pacotes pagos.
Detalhe: Site em inglês (mas como assim? quer as novidades mas não fala outra língua? xiii...)
www.soundcloud.com
Mas para quem trabalha na indústria do entretenimento alguns recursos são imprescindíveis nos dias de hoje.
Publicar seu material on-line só não basta.
Precisamos contabilizar os downloads realizados, monitorar como as pessoas estão reagindo ao nosso conteúdo e oferecer opções de interação com o usuário para que ele se sinta atraído a assinar o seu conteúdo.
Não, não estou falando em assinatura paga, da maneira como conhecemos (tá bom, como alguns de nós conhecemos....)
Assinatura hoje na Internet significa o usuário "marcar" o seu site, página ou widget (veja widget em http://en.wikipedia.org/wiki/Web_widget) para saber e até divulgar, através de leitores de feeds ou dos widgets, as atualizações do seu canal.
Sim, canal! vou falar disto em outro post.
Enfim, uma solução interessante para distribuição de conteúdo on-line é o site www.soundcloud.com
Para quem precisa fazer promoção de trabalhos on-line o site possui algumas ferramentas interessantes como:
- Controle de acesso: público / com senha
- Controle de downloads
- Recurso que possibilita que pessoas insiram comentários no gráfico da onda do som (insira comentário na parte da música que quiser)
- Recurso widget (deixe os usuários "levarem" parte do seu conteúdo para o site deles)
Boa opção para distribuição e promoção on-line, nas versões gratuita e em pacotes pagos.
Detalhe: Site em inglês (mas como assim? quer as novidades mas não fala outra língua? xiii...)
www.soundcloud.com
2 de jan. de 2009
A velha fórmula: 2 bandas e 1 "cujuntinho"
No primeiro jantar do ano (traçando o soburô da noite anterior) me veio um pensamento. Eu estava zapeando a tv e me deparei com bundas na tela. Não que isto seja novidade. Sei que muitos programas usam desta "cenografia" para atrair audiência, o que não funciona muito comigo pois sou avesso a este e a outros tipos de apelos que não considero muito construtivos. Não quero fazer tipo não, adoro uma boa bunda (quem não que atire a primeira pedra).
O ponto é puramente musical. E meu pensamento também. A questão é que, não bastasse o programa (em rede nacional) ser totalmente ancorado na bunda da garota que se apresentava, ela ainda cantava uma letra daquelas bem safadas mesmo, numa base "funk carioca". E quero deixar claro: NADA CONTRA O FUNK CARIOCA, acho ótimo a expressão popular da música (veja bem que não disse expressão da música popular, o que é outra coisa...).
Enfim, retomando ao tópico, a questão é: PQ MÚSICA CHINFRIM servindo de trilha para tantas bundas bonitas?
Não consigo entender (cínico...): anos de evolução natural para assistirmos bundas em movimento e ouvirmos dirty talk?
Já que assumimos que gostamos de assistir bundas, não seria um pouco menos neanderthal fazê-lo (antes da correção ortográfica) ao som de um... Tom Jobim talvez??? "Olha que coisa mais linda..." Tá, muitos vão dizer que é um sacrilégio, tudo bem eu concordo. Mas convenhamos, não precisa nem de música pra olhar bunda, na verdade acaba sendo um pretexto pra chamar a atração de "musical", ENTÃO PELO MENOS COLOCA UM SOM MENOS PRIMATA, assim talvez a agressão seja menor e fujamos um pouco do esteriótipo que o gringo tem de que o Brasil é o país do sexo e das prostitutas. Chama a Gretchen de volta!!!
O ponto é puramente musical. E meu pensamento também. A questão é que, não bastasse o programa (em rede nacional) ser totalmente ancorado na bunda da garota que se apresentava, ela ainda cantava uma letra daquelas bem safadas mesmo, numa base "funk carioca". E quero deixar claro: NADA CONTRA O FUNK CARIOCA, acho ótimo a expressão popular da música (veja bem que não disse expressão da música popular, o que é outra coisa...).
Enfim, retomando ao tópico, a questão é: PQ MÚSICA CHINFRIM servindo de trilha para tantas bundas bonitas?
Não consigo entender (cínico...): anos de evolução natural para assistirmos bundas em movimento e ouvirmos dirty talk?
Já que assumimos que gostamos de assistir bundas, não seria um pouco menos neanderthal fazê-lo (antes da correção ortográfica) ao som de um... Tom Jobim talvez??? "Olha que coisa mais linda..." Tá, muitos vão dizer que é um sacrilégio, tudo bem eu concordo. Mas convenhamos, não precisa nem de música pra olhar bunda, na verdade acaba sendo um pretexto pra chamar a atração de "musical", ENTÃO PELO MENOS COLOCA UM SOM MENOS PRIMATA, assim talvez a agressão seja menor e fujamos um pouco do esteriótipo que o gringo tem de que o Brasil é o país do sexo e das prostitutas. Chama a Gretchen de volta!!!
25 de fev. de 2008
Dance Brasileiro - vergonha nacional???
DJ's e produtores de e-music, vamos ser sinceros: ONDE ESTÁ A NOSSA DANCE MUSIC???
Nós sabemos que a língua inglesa é universal e tornou-se standard para o pop mundial e qualquer outra produção com pretensão de cruzar as fronteiras da sua pátria mãe.
Mas também sabemos que existem produções cantadas em italiano (na Itália), em alemão (na Alemanha) em francês (na França) e por aí em diante (chega de bananas).
Mas onde está a presença da NOSSA dance music?
Será que cantar em português nos mostra quem realmente somos e isto nos assusta?
Será que é por isso que escondemos nossa música de nossas rádios, pistas e iPods?
Será que somos tão desprovidos de amor próprio, somos tão inseguros, tão "caipiras"? Ou o contrário: somos seres superiores, viajamos a todo momento para o exterior, temos tantos contatos e relações internacionais e a nossa presença é tão notada no cenário mundial?
É triste, mas o que vejo são pessoas com condição de nortear a produção musical brasileira correndo atrás de projeção internacional.
Bem, sei que a possibilidade de um posicionamento no cenário musical internacional é algo desejável.
Mas este minuto de fama não apagará a sua origem nem sua nacionalidade.
Somos brasileiros e precisamos assumir isso. Temos que trabalhar pela nossa cena, pela nossa economia e mercado interno.
Se não defendermos nossa cultura nacional seremos cada vez mais invadidos por canções que subestimam nosso intelecto, embaladas em clipes de 1 milhão de dólares.
Se o que te digo não te convence, então pelo menos sejamos homens honestos o bastante para assumirmos que temos vergonha da nossa condição tupiniquim.
Vamos renunciar a todos os nossos valores mais nacionais, inclusive a própria língua.
Opa! Acho que isso já está acontecendo!
Nós sabemos que a língua inglesa é universal e tornou-se standard para o pop mundial e qualquer outra produção com pretensão de cruzar as fronteiras da sua pátria mãe.
Mas também sabemos que existem produções cantadas em italiano (na Itália), em alemão (na Alemanha) em francês (na França) e por aí em diante (chega de bananas).
Mas onde está a presença da NOSSA dance music?
Será que cantar em português nos mostra quem realmente somos e isto nos assusta?
Será que é por isso que escondemos nossa música de nossas rádios, pistas e iPods?
Será que somos tão desprovidos de amor próprio, somos tão inseguros, tão "caipiras"? Ou o contrário: somos seres superiores, viajamos a todo momento para o exterior, temos tantos contatos e relações internacionais e a nossa presença é tão notada no cenário mundial?
É triste, mas o que vejo são pessoas com condição de nortear a produção musical brasileira correndo atrás de projeção internacional.
Bem, sei que a possibilidade de um posicionamento no cenário musical internacional é algo desejável.
Mas este minuto de fama não apagará a sua origem nem sua nacionalidade.
Somos brasileiros e precisamos assumir isso. Temos que trabalhar pela nossa cena, pela nossa economia e mercado interno.
Se não defendermos nossa cultura nacional seremos cada vez mais invadidos por canções que subestimam nosso intelecto, embaladas em clipes de 1 milhão de dólares.
Se o que te digo não te convence, então pelo menos sejamos homens honestos o bastante para assumirmos que temos vergonha da nossa condição tupiniquim.
Vamos renunciar a todos os nossos valores mais nacionais, inclusive a própria língua.
Opa! Acho que isso já está acontecendo!
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