2 de jan. de 2009

A velha fórmula: 2 bandas e 1 "cujuntinho"

No primeiro jantar do ano (traçando o soburô da noite anterior) me veio um pensamento. Eu estava zapeando a tv e me deparei com bundas na tela. Não que isto seja novidade. Sei que muitos programas usam desta "cenografia" para atrair audiência, o que não funciona muito comigo pois sou avesso a este e a outros tipos de apelos que não considero muito construtivos. Não quero fazer tipo não, adoro uma boa bunda (quem não que atire a primeira pedra).
O ponto é puramente musical. E meu pensamento também. A questão é que, não bastasse o programa (em rede nacional) ser totalmente ancorado na bunda da garota que se apresentava, ela ainda cantava uma letra daquelas bem safadas mesmo, numa base "funk carioca". E quero deixar claro: NADA CONTRA O FUNK CARIOCA, acho ótimo a expressão popular da música (veja bem que não disse expressão da música popular, o que é outra coisa...).
Enfim, retomando ao tópico, a questão é: PQ MÚSICA CHINFRIM servindo de trilha para tantas bundas bonitas?
Não consigo entender (cínico...): anos de evolução natural para assistirmos bundas em movimento e ouvirmos dirty talk?
Já que assumimos que gostamos de assistir bundas, não seria um pouco menos neanderthal fazê-lo (antes da correção ortográfica) ao som de um... Tom Jobim talvez??? "Olha que coisa mais linda..." Tá, muitos vão dizer que é um sacrilégio, tudo bem eu concordo. Mas convenhamos, não precisa nem de música pra olhar bunda, na verdade acaba sendo um pretexto pra chamar a atração de "musical", ENTÃO PELO MENOS COLOCA UM SOM MENOS PRIMATA, assim talvez a agressão seja menor e fujamos um pouco do esteriótipo que o gringo tem de que o Brasil é o país do sexo e das prostitutas. Chama a Gretchen de volta!!!

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