Somente ontem tive disposição pra folhear o livro Todo DJ Já Sambou, da jornalista Cláudia Assef, lançado pela editora Conrad.
Digo disposição pois soube que meu nome não havia sido sequer mencionado na publicação, o que confesso me deixou bastante chateado na época, tendo em vista minhas realizações profissionais e minhas relações com muitas das pessoas ali citadas, além de todo o trabalho que venho realizando desde que abandonei as MK2 há cerca de 10 anos.
Enfim, ontem fui ao RS para encontrar um talento promissor que pretendo trabalhar.
A jovem me mostra o livro e diz que não viu meu nome ali.
Fiquei um pouco constrangido e tentei explicar que deve ter sido difícil para a jornalista reunir toda a informação da história, mesmo porque o Brasil era muito grande e com certeza muitas outras pessoas ficaram de fora.
Mas enfim, o meu currículo e a opinião de quem teve a oportunidade de trabalhar comigo nos bastidores da indústria me bastam como credenciais.
Entretando, pra não passar batido, preciso deixar uns comentários:
A jornalista, que surfou na onda alheia e se atreveu a escrever este livro, não conseguiu extrair de quem viveu os bastidores do nascimento da cultura DJ nenhum pensamento que despertasse um raciocínio construtivo para a categoria.
Seu livro é um apanhado de relatos, chegando a ser aguado como as revistas teen que falam da vida alheia.
Veio para entreter.
E ainda foi ousado o bastante para sentar com pessoas de peso e ignorar as possibilidades de entender o mercado e
mostrar que precisamos entender nosso passado, aprender com os erros cometidos e buscar, criar e desenvolver mecanismos de "nacionalização" da profissão DJ em nosso país. E isto me basta como satisfação.
Desculpe Cláudia, não tive intenção alguma de ofender, apenas de me defender.
Afinal, muitas das pessoas que você elege em seu livro eu vi "sambar" quando eu já estava pra me aposentar.
13 de mar. de 2009
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